Para o show, o guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá chamaram o cantor Toni Platão para substituir Renato Russo, morto em 1996. E convidaram amigos do rock dos anos 80 para participar de algumas músicas, como Herbert Viana, Philipe Seabra (Plebe Rude), Roberto Frejat e Dinho Ouro Preto.
Dado e Bonfá chegaram a se apresentar juntos em dezembro do ano passado, tocando com bandas uruguaias num tributo ao Legião em Montevidéu. Mas, com o nome Legião Urbana, é a primeira vez que eles sobem num palco desde a morte de Renato Russo. O último show da banda havia sido em Santos, em 1995. Depois de Brasília, eles planejam fazer shows em outras capitais
fonte : http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/cultura/a-volta-da-legiao-urbana/
O Bruno do Sobremúsica entrevistou o Dado sobre o show no Uruguai:
Assisti da platéia, quente e lotada o Sebastián (vocalista da banda Vela Puerca) cantar “Se fiquei esperando meu amor passar”. Chorei! Muito emocionante, nunca mais tinha ouvido essa música ao vivo… E assim foi até a décima-primeira música quando eles nos chamaram ao palco e o La Trastienda (casa de shows) foi abaixo. Cantei “Índios” acompanhado do pessoal do Bajofondo, Juan, Luciano , Gabriel e Bonfá na bateria… Foi incrível. Na sequência Bonfá cantou “Pais e filhos” e mais uma vez a casa caiu… E assim se deu até o fim, momentos de grande emoção e comoção generalizada, todos acabaram em êxtase numa grande confraternização sulamericana. O melhor é que está tudo filmado. Lavamos a égua…
Isso no Uruguai. Por aqui, mal se fala num grupo que é a única banda pop brasileira que chega aos pés de Chico, Caetano ou Gil no critério quantidade de hits no inconsciente coletivo nacional. Nenhum outro grupo de rock brasileiro teve uma trajetória tão particular e uma aceitação tão instantânea - e massiva - de seu trabalho. Mais do que “porta-voz de sua geração”, Russo teve um papel crucial na história da música pop brasileira, quando ensinou a várias safras diferentes de ouvintes que era possível compor letra de música que não tivesse necessariamente cara de letra de música. Boa parte dos hits do Legião tem letras que parecem ter saído de conversas, de bate-papos, em vez de terem sido propriamente compostas.
E, bem ou mal, Renato Russo foi o arquetípico indie brasileiro. O moleque que não gosta de samba nem de praia, que fica ouvindo suas bandas desconhecidas no quarto, vivendo fantasias rock’n'roll. Renato imitava Morrissey e Ian Curtis quando se apresentava, líderes de duas bandas essencialmente indies, além de ter posado para a foto interna de um disco (V) com a camiseta do Jesus & Mary Chain. Nunca gravou cover, fez apenas citações de músicas alheias no meio de suas músicas. Quando fez concessões à música estrangeira, saiu em carreira solo, foi atrás de um tema para reunir grandes compositores americanos e outro para juntar breguices italianas. “Feche a porta do seu quarto porque se toca o telefone pode ser alguém com quem você quer falar por horas e horas e horas” é uma letra que fala de um comportamento típico do nerd atual - e isso antes da internet ou celulares existirem.
O indie, como tribo, é o nerd do rock (e não necessariamente só do rock inglês pós-86, mas de toda história do rock) - o cara que sabe a ordem das faixas de qualquer disco (pode ser dos Beatles, do My Bloody Valentine, do Engenheiros do Hawaii ou dos Ramones) equivale sua nerdice com gente disposta a aprender a falar orc ou klingon. A sutil diferença entre o indie e o nerd clássico é que os ídolos do primeiro aspiram por algo que os ídolos do segundo ignoram: estilo. Se bem que tem gente que acha que os uniformes dos Beatles (seja na Beatlemania ou no Sgt. Pepper’s) eram mais brega do que os de Jornada nas Estrelas (tudo bem - mas as únicas pessoas que eu vi fantasiadas de Beatles na vida eram bandas cover).
O Legião Urbana podem ser uma peça que está faltando no cenário pop brasileiro atual, que una tanto a geração dos festivais independentes com a cadavérica safra insistente das bandas de rock dos anos 80, aos grupos dos anos 90 que estão cada vez mais perdidos, aos indies ortodoxos que só ouvem bandas em inglês e aos emos cujas bandas podem aprender que compor em português permitem rimas que não são apenas verbos no infinitivo. O fato de Russo ter morrido pode ser crucial para não virar apenas mais um revival - substitui-lo por qualquer vocalista para uma volta do Legião me parece ainda mais risível do que colocar alguém para cantar no lugar de Freddie Mercury e chamar a banda de Queen - e fazer com que o cenário pop brasileiro finalmente se enxergue como um só.
fonte: http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/2009/02/04/2009-o-ano-da-volta-do-legiao-urbana.htm
Para substituir Renato Russo, morto em 1996, eles convidaram Toni Platão. O cantor, contudo, deve ocupar o lugar do vocalista apenas nesse show.
Dado e Bonfá pretendem fazer uma turnê com o Legião Urbana pelo Brasil. Eles convidariam um músico diferente para acompanhá-los em cada lugar.
A volta da banda, contudo, foi descartada em comunicado oficial.
fonte:http://musica.terra.com.br/interna/0,,OI3979207-EI1267,00-Legiao+Urbana+faz+volta+em+festival+em+Brasilia.html
Legião Urbana volta aos palcos em Brasília
Rafaela Céo, especial para o iG Música
Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá tocaram com diversos vocalistas
Quando deixou o palco 12º Porão do Rock, em Brasília, o cantor Herbert Vianna, do Paralamas do Sucesso, confirmou o que, apesar do segredo da organização do evento, já era uma forte suspeita entre a multidão: “Viva a Legião Urbana”, saudou o vocalista.
O que se seguiu foi a apresentação da atração surpresa do tradicional festival da capital federal, que era mesmo a mais famosa banda da cidade. Treze anos após a morte de Renato Russo, o retorno aos palcos de Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos emocionou fãs de todas as idades, que choraram e cantaram do início ao fim as oito músicas do show.
Escolher um nome para ocupar o lugar de Renato Russo seria impossível – o microfone com a rosa branca esteve vago o tempo todo, como prova de que aquele lugar não teria um substituto oficial. Por isso, os outros dois integrantes da Legião Urbana convidaram artistas de Brasília e do Uruguai para cumprir a tarefa de interpretar as tão conhecidas letras.
O primeiro a subir no palco foi André Gonzales, do Móveis Coloniais de Acaju, que cantou "Tempo Perdido". “Não foi nada planejado há muito tempo. Recebi o convite na quarta-feira passada (16). Na sexta estava no Rio para ensaiar. Chegamos ontem e hoje já nos apresentamos. No início fiquei nervoso, porque sei que a Legião representa muito para o público da capital”, contou Gonzales.
Os amigos uruguaios Juan Casanova e Sebastián Teysera não poderiam ficar de fora da apresentação. Afinal, essa história de ter Dado e Bonfá de volta aos palcos brasileiros surgiu depois que a dupla foi convidada a participar de uma homenagem à Legião na capital uruguaia, no final do ano passado. “O mais incrível é que só havíamos tocado uma vez no Uruguai. A homenagem que eles fizeram foi uma surpresa muito grande”, revelou Dado.
Toni Platão, ex-Hojerizah, conduziu o público pelos versos de "Eu Sei". E Felipe Seabra, que havia se apresentado horas antes com a sua Plebe Rude, cantou "Geração Coca-Cola". Com espaço de sobra para o saudosismo, Felipe falou da primeira apresentação da Legião Urbana, que aconteceu no começo da década de 80, em Patos de Minas (MG), onde também estava a Plebe. Tanta subversão junta, lembrou, só poderia ter terminado na delegacia, com todo mundo preso. Quem também voltou ao palco para prestigiar o momento tão especial foi o Paralamas do Sucesso, com "Ainda é Cedo".
“Voltar a Brasília numa situação como essa tem uma carga emocional muito grande”, disse Dado Villa-Lobos no fim do show. “Tivemos uma resposta muito forte do público”, completou Marcelo Bonfá, que quando começou a idealizar a apresentação, achou que poderia ser vaiado. Será que tanto sucesso e satisfação não seriam um estímulo para a volta definitiva da Legião Urbana?
A dupla garante que não: “A Legião que temos agora é uma forma de reencontrarmos o público e cantarmos essas canções que dizem tanto para tantas pessoas”, fala Dado. “O que pode acontecer é uma série de eventos no ano que vem, nesse mesmo formato, uma série de homenagens”, antecipa Bonfá.
A 12ª edição do Festival Porão do Rock aconteceu nos dias 19 e 20 de setembro, na Esplanada dos Ministérios, com entrada franca. Nos dois dias do evento, o público conferiu 40 atrações, que se dividiram em dois palcos.
Como antecipação das comemorações do aniversário de 50 anos da capital – que serão celebrados em 21 de abril de 2010 –, a segunda noite do evento foi totalmente dedicada ao rock do Distrito Federal e parte importante de sua história. Espaço para que os fãs pudessem reviver as canções emblemáticas de Plebe Rude, Raimundos, Cabeloduro, Escola de Escândalo, Detrito Federal, entre outros grupos.
Entre as outras bandas que se apresentaram, estiveram dois grupos internacionais – Eagles of Death (EUA) e El Mato a un Policia Motorizado (Argentina), além dos 11 nomes vindos de cinco estados brasileiros: Angra (SP), Sepultura (MG), Paralamas do Sucesso (RJ), Cachorro Grande (RS), Ludov (SP), Black Drawing Chalks (GO), Mugo (GO), Mindflow (SP), Orgânica (SP), Melda (MG) e Belle (RS).
fonte : http://musica.ig.com.br/noticias/2009/09/21/legiao+urbana+volta+aos+palcos+em+brasilia+8541928.html
NO ENTANTO ...
Gravadora nega volta do Legião Urbana em comunicado
Em comunicado, a gravadora EMI Music negou qualquer possibilidade do retorno da banda.
"Qualquer informação sobre uma possível 'volta' da banda Legião Urbana é falsa. Não existe possibilidade alguma de uma 'volta' da banda Legião Urbana."
O comunicado, datado do último dia 5, diz ainda que a gravadora desenvolve em parceria com a família de Renato Russo e dos antigos integrantes, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, o site oficial da banda.
Segundo eles, o principal objetivo do site "será o de estreitar os vínculos entre a obra da banda e seu público". Dentre outros objetivos, ser também a fonte oficial de comunicação da Legião Urbana.
FONTE : http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u622064.shtml
...A PROPRIA BANDA E A EMI NEGAM !
Seria a maior alegria da minha vida...e tenho dito !!!
AIai ...........suspirando !!
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Porra eu já tive a maravilhosa oportunidade de estar num palco com Dado, João Fera e Tony Garrido, e a galera toda se acabando com as músicas da legião... O Dado maravilhado e tocando como se fosse um moleke, agora pergunto, pq não??? Pq privarmo-nos disso? Será q é isso q Renato quer? esteja ele onde estiver acho q iria preferir um monte de jente cantado e dançando do q um monte de pessoas sentindo falta!!! Tenho dito!!!
ResponderExcluirAmaurííííííí!! Tõ contigo !!!!
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